Contra"né" - Como devemos transcrever?

Olá

Segue minha dúvida… Tal qual usamos estou para tô; para ao no caso do pra. Devemos transcrever não é para o caso do né?

'De facto, o advérbio né, de uso coloquial, resulta da contração da locução «não é». Tanto o termo né como a referida locução se usam no final de frases interrogativas diretas. Por exemplo, «você é brasileiro, né/não é?». Neste exemplo, «né/não é» funcionam como uma tag-question, uma forma de retomar e de pedir confirmação acerca do conteúdo do enunciado anterior. O advérbio né já se encontra dicionarizado. O dicionário Houaiss indica que este termo é «usado como marcador conversacional, indicando pedido de confirmação ou de concordância como o que foi dito, ou apenas pausa». ’

in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, O advérbio né - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa [consultado em 02-05-2021]

4 Likes

Acredito que o né seja né e acabou :-). A Atexto tem um guia para os outros casos bem explicado

1 Like

Sempre uso “não é”. Pelo que sei, não deve usar contração - somente em casos específicos.

2 Likes

Vou esperar alguém da Atexto se manifestar. As únicas contrações que devem ser corrigidas estão na lista.

2 Likes

Já usei das duas maneiras, mas prefiro o “né”, pois às vezes não faz muito sentido usar “não é”, principalmente naquelas mensagens em que as pessoas falam mais “né” do que outras palavras.

2 Likes

Bom, eu uso o Né, pra, ham, uhum. Como é transcrição literal, ou seja, Ipsis Literis (Ao pé da letra). Eu sigo esse conceito. Pois se fosse uma transcrição comum. Aí eu tiraria os né, e colocaria não é, pra, para a, pro, para o, e assim sucessivamente…

1 Like

Pois é, Robert, eu também estava fazendo a transcrição literal, mas li em uma guia da ATEXTO, que devemos usar a escrita formal em: pra, tô, tá, etc… Reforço que considero bem falha e insuficiente as instruções específicas da empresa, somasse dificuldades com as correções, muitas vezes inconsistente, do nosso trabalho. É uma pena.

2 Likes

Bom saber, vou dar uma olhada depois nesse tópico, pra eu ficar mais atento pra não ter muitos erros.

1 Like

Você está bem equivocado, a Atexto tem instruções específicas sobre isso, dá uma olhadinha

Mas Paty, eu já li nas Guias que a transcrição que eles usam é a LITERAL. Falta detalhes mesmo. Os tipos de transcrições de áudio são:

  1. Transcrição literal

Neste caso, a palavra literal não é empregada à toa. Aqui, é necessário que tudo o que foi dito seja transcrito. Todos os aspectos da fala devem ser reproduzidos com fidelidade, incluindo as peculiaridades como murmúrios e vícios de fala, como “né” e “uhum”.

Essa transcrição é um pouco mais trabalhosa, principalmente para quem precisa interpretá-la, já que não é feito nenhum tipo de correção. Entretanto, todo o trabalho compensa pelo grau de honestidade do material final.

A transcrição literal é indicada para entrevistas em que reproduzir sua essência é fundamental, um exemplo são trabalhos que envolvem a psicologia, nos quais se deve destacar as emoções para ter um parecer fundamentado.

Ou até mesmo em situações em que o que acontece em volta e o que o entrevistado fala é muito importante. Para executá-la, assim como nos outros tipos de transcrições, é fundamental que o indivíduo tenha um bom domínio de português e também conhecimentos gerais.

  1. Transcrição adaptada

Ao contrário da 1ª, nesta não é crucial reproduzir todos os aspectos da fala. Então, as ocorrências que são entendidas como irrelevantes podem ser omitidas, visto que elas não atrapalham o contexto do interlocutor.

Situações com zunidos, expressões de concordância — como “é” e “certo” — e manias de final de fala — como “né?”, e “entendeu?” — podem ser retiradas. Da mesma forma são tratadas repetições e oscilações que não afetam em nada o contexto do conteúdo. O ideal é que seja utilizada quando o que se quer capturar do entrevistado é a informação mais objetiva.

  1. Transcrição para linguagem culta ou formal

A última das transcrições é bem complexa porque exige do transcritor grande habilidade com a gramática. Ele precisa não apenas transcrever, mas também corrigir os erros de concordância, tanto nominais quanto ortográficos e verbais.

Além desse conhecimento, ele deverá ser bom de interpretação para realizar as alterações necessárias a fim de melhorar o texto sem perder a coerência do que foi dito.

O uso desse tipo de transcrição funciona muito bem para universidades e também para atas de reuniões ou quando o conteúdo se tornará um documento.

Agora, se eles dizem querer literal mas têm regras específicas e orientações diversas, tem que ficar bem claro, se não, perdemos tempo.

2 Likes

Eu sigo os guias deles, parece que o sistema de transcrição deles é próprio.

2 Likes

Sim, deve ser o jeito deles trabalhar mesmo. Porém eu trabalho há mais de dez anos na área de transcrições. E estou de acordo com a amiga do comentário acima. Eu trabalho em outra empresa de transcrição, onde estou prestando serviço pra eles, há mais de seis anos. E o carro chefe deles é transcrição judicial, na modalidade literal e transcrição padrão também. Mas mesmo assim como eu havia falado, vou dar uma olhada nas dicas de transcrições da Atexto, para ver onde estou errando, e por mais que seja uma transcrição literal, vou dar uma olhada pra ver onde eles querem que faça a mudança nas palavras. Desde já agradeço …

2 Likes

@RobertSmith pode falar qual nome da outra empresa que você faz transcrições? Estou em busca de mais renda…Obrigada :slight_smile:

1 Like

Pois é, depende do tipo de transcrição. Pelo o que entendi a maioria é transcrição literal, então no caso “né” é para ser “né” mesmo, porque não está errado segundo as regras gramáticas, é só linguagem coloquial. Diferente por exemplo se a pessoa falar “probrema”, nesse caso, acho que devemos corrigir, mas não tenho certeza.

2 Likes